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Olá povo!
Ei, vocês lembram que nas primeiras linhas desta coluna eu pediiiii sugestões para batizá-la? Pois bem, nada foi sugerido e como eu acho linda a história daquela menina que corre atrás do coelho batizei assim: “Chavonettes no País das Maravilhas da Escrita”, mas vocês hão de concordar comigo que dá tempo ler o texto todo e não se termina a leitura do título, né? Então a chavonette Alk , num estalo genial [0¬tava na minha cara e eu não via!!], criou um novo nome para minha coluna! E eu gostei!
Apresento a vocês [0¬ que rufem os tambores!] a coluníssima “S.O.S da Literatura”. E criadora se justifica : “...já que você, Sos, ajuda a gente nesse campo da leitura mesmo”. Simm, 0¬ Mas vamos ao que interessa!
Você, com certeza, já ouviu a frase: 0¬ Rir é o melhor remédio! E é mesmo uma maravilhaaaaa essa capacidade do ser humano. O homem é o único animal que rir. E como a literatura reflete mesmo a alma humana, o riso 0¬não poderia ficar de fora!
Eu já chorei de tanto rir ao ler alguns textos cômicos, mas suscitar o riso através das palavras num é lá uma tarefa fácil. O escritor precisa fazer com que o leitor se encontre, inesperadamente, com o “ridículo”. E ridículo, pra nós, é algo que 0¬foge à regra, seja no campo social e/ou pessoal. Também o leitor precisa estar em sintonia com o contexto apresentado pelo autor, senão será a maior piada sem graça.....hehe!
E há o riso bobo, escancarado, o riso fino, debochado e dizem que 0¬ muito riso é sinal de pouco siso, porém, a literatura do risível pode causar efeito conscientizador. Mas o brasileiro não nega sua veia cômica e rir do seu salário, dos seus políticos, dos seus medos, relacionamentos, é, a vida 0¬ seria trágica, se não fosse cômica.
Creio eu que o homem chavão da literatura humorística brasileira, hoje, seja Luis Fernando Veríssimo. O cronista usa uma linguagem próxima do leitor e ridiculariza situações que nos são bem comuns, assim, faz nos ver quão ridículos somos e só isso já é uma comédia!!!!
Dica de leitura:
VERISSIMO, Luis Fernando. O melhor das Comédias da Vida Privada. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004
RIBEIRO, João Ubaldo. Você Me Mata, Mãe Gentil. Rio de janeiro: Nova Fronteira, 2004.
E para uma leitura mais teórica:
PROPP, Vladímir. Comicidade e Riso. [Trad.Aurora Bernardini e Homero Freitas] Ed. Àtica. 1992.
É isso!
Jinhos
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